Ribeirinhos do AM vendem 29 toneladas de pirarucu sustentável para o Exército

Ribeirinhos do AM vendem 29 toneladas de pirarucu sustentável para o Exército

FONTE: Globo Rural

Mais de mil toneladas do peixe devem ser produzidas neste ano por 1,6 mil famílias em cinco Unidades de Conservação no Estado

No município de Fonte Boa, localizado a 678 quilômetros de Manaus (AM), aproximadamente 50 famílias inseridas na Unidade de Conservação (UC) da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá estão sendo beneficiadas com a venda de 29 toneladas de pirarucu para o Exército, após acordo de comercialização que contou com a colaboração da Fundação Amazonas Sustentável (FAS).

A venda se deu por conta de chamada pública pelo Comando da 12ª Região Militar, e o fornecimento deve ser feito até agosto de 2021, prazo para atingir a cota de R$ 879 mil pagos pelos peixes.

Desde 2010, esta e outras quatro reservas (Uacari, Amanã, Cujubim e Piagaçu-Purus) desenvolvem o projeto de manejo do pirarucu, mas o que antes era destinado para consumo no Norte do país, agora ganha oportunidade de mercado. No entanto, a logística ainda é um dos principais gargalos enfrentados pelas comunidades.

“O pirarucu é pescado nos lagos das unidades de conservação, após pescado é transportado de barco para o município de Fonte Boa para ser beneficiado na salgadeira. Depois de beneficiado e seco, é transportado de barco para Manaus e, assim, fazer a entrega para os quartéis do Exército”, explica a FAS, em nota.

Agregação de valor

pirarucu-amazonas-mamiraua-ribeirinho (Foto: Rodolfo Pongelupe/FAS)
(Foto: Rodolfo Pongelupe/FAS)

Há ainda outras estratégias de comercialização do peixe, como a Feira da FAS, em Manaus, e também a venda para frigoríficos. Ao todo, em 2020, o faturamento das mais de 1,6 mil famílias que participam da parceria com a entidade deve crescer 29%, alcançando a projeção de quase R$ 6,9 milhões em comercialização, derivados de 1.055 toneladas de pirarucu. 

Ainda segundo a fundação, a produção sustentável do pirarucu agrega valor, pois, enquanto a média regional paga pelo quilo do peixe é de R$ 4, o manejo com acompanhamento da entidade impulsiona o preço para R$ 9,80 o quilo.

Procurado pela Revista Globo Rural para comentar o assunto e a parceria com as comunidades, o Comando da 12ª Região Militar não se pronunciou.

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